domingo, 2 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 12 de julho de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
O poético mover das montanhas
"Espraiou o olhar e lento, depois rápido, depois vertiginoso, na opressão ansiosa de imenso pesadelo, começou a descortinar o bailado das montanhas. (...) Não obedecendo a uma directriz precisa andavam, e seu passo era cheio, ao mesmo tempo, de angústia e de insuperável rompante. Aonde iam? Encabritadas no espaço, figurou-se-lhe que corriam ao assalto do infinito, e que de ímpeto forçavam já as paredes primeiras do céu, paredes de uma cor fosca de velha prata. Lá iam todas, imensidades dolorosas em viagem, e também a Nave, que Jirigodes com seus pés ali pisava, tinha impressa na carantonha feroz a sina de marchar. Reportando sobre ela o olhar cheio de vertigem que trazia do largo, viu-a girar, romper rumo. E lá seguia para longe ao encontro das mais, neste fadário das coisas e dos astros, correr, correr."
Aquilino Ribeiro, in Andam Faunos Pelos Bosques.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
De nenhum fruto queiras só metade
Recomeça
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Individualidade?
Ela não é da substância dos elementos. É um organismo, indivisivelmente ocupado por objectos elementares de natureza divergente: se tentássemos a divisão, essas partes morreriam. Eu próprio, por exemplo, sou uma companhia teatral inteira.
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| Paul Klee |
"Individuality?
Is not of the substance of elements. It is an organism, indivisibly occupied by elementary objects of a divergent character: if you attempt division, these parts would die. Myself for instance: an entire dramatic company."
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
Mandalas
As mandalas são, na psicologia Junguiana, símbolos do próprio Self *
Um maravilhoso trabalho do Self em harmonia com a natureza.
conheça mais aqui:
http://www.danmala.com/
Um maravilhoso trabalho do Self em harmonia com a natureza.
conheça mais aqui:
http://www.danmala.com/
* Self é a parte mais íntima do nosso ser, onde está guardado todo o nosso potencial. É no encontro com o Self que o indivíduo se torna mais pleno, mais fiel ao seu propósito único de vida e simultaneamente, mais ligado a tudo o que o rodeia, à natureza, aos outros seres. A esse processo chamou Jung de individuação.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Criação
Por vezes a nossa mente é visitada por imagens-símbolo
carregadas de uma certa urgência de serem olhadas, pesquisadas, namoradas...
Mesmo que não completamente entendidas.
Desenhar permite ficar um pouco mais com essa imagem,
deixar-nos seduzir por ela e ir onde ela nos leva.
A este processo de seguir as imagens do inconsciente chamava Jung de Imaginação Activa.
Depois disso, é possível deixar vir a palavra escrita de modo a ampliar os significados emergentes.
Sem contudo, tentar aprisionar aquilo que, pela sua própria natureza, é livre e múltiplo.
| tinta da china e aguarela sobre papel |
"In the beginning there was only Non-being. It was Being. It grew and changed into an egg. It remained for a whole year and then it split open. Two pieces of its shell could be seen, one of Silver, the other of Gold. The Silver became Earth; the Gold, Heaven. The outer membrane became the mountains, the inner, clouds and mist. The veins became the rivers and the liquid, the ocean." p.338
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