quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Monumento

Monumento refere-se à forma como os brinquedos ou objectos são deixados depois da criança brincar com eles, dando-lhes um significado particular e um valor afectivo e deixando-os "espalhados" num determinado padrão. 

O momento em que a criança tem de arrumar os seus brinquedos é um momento de transição em que ela deixa o mundo do brincar (o Espaço do Sonho) e regressa à realidade quotidiana, é por isso um momento sensível. No entanto, para as crianças isto acontece de forma fluida e constante, uma vez que o brincar (e quando o brincar) ocupa grande parte do seu tempo.

O Módulo I do curso de Terapia através do Drama e do Movimento no Lamci foi um sucesso!


Despois de brincarem, criando personagens, histórias e até universos vindos da sua imaginação, os participantes deixaram este 'monumento' com os seus brinquedos. 

sábado, 15 de janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Alma

Transformação

Quando já não distingues o certo do errado
e te encontras a meio do caminho sem saber
qual a direcção para onde ir

Quando começas a duvidar de todas as tuas acções
e te sentes insatisfeito na tua busca espiritual

Fica quieto. Descansa. Pensa nesta pedra.

Pensa nas qualidades que em ti ela desperta.
A sua lisura, os seus desenhos, as suas linhas.

Pensa no tempo que demorou a esta pedra
tornar-se exactamente como a vês agora.

Tu és esta pedra.
Um dia poderás tornar-te numa das suas linhas.

Na dúvida, vive apenas da forma como a tua alma viveria.



Londres, Abril 2007

Inverno




 Paragem necessária. Tempo de olhar para dentro. Recobrar energias.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Alice



Desenho de Alice em guardanapo de papel 

Desenhar uma flor


Pede-se a uma criança: Desenha uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém. Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu. Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais. Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor! As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor! Contudo a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor! 


Almada Negreiros, in “O Regresso ou o Homem Sentado – III parte”